imagem: google
Escrever algo e postar é como
montar um telhado de vidro. Você tem que estar preparado para receber de tudo: tanto
a luz do sol e da lua, como as pedradas e as tempestades. Afinal você estará
expondo seu pensamento, sua vontade, sua verdade, sua mentira... Sei lá. Você
estará se expondo. E para se expor, até mesmo para quem gosta de chamar
atenção, precisa ter “argumento”. Principalmente se for escrevendo. Vai ter
gente dizendo que você deveria ter feito assim e assado, que você deveria ter
usado isso e aquilo... Vai ter gente criticando sua linguagem, vai ter gente
apontando suas falhas... Mas também tem o seu lado bom: além de você
“descarregar” seu sentimento, pode ter alguém elogiando sua maneira de escrever,
pode ter alguém elogiando sua coragem de se aventurar a escrever sem ser nenhum
“acadêmico”, pode ter alguém lhe agradecendo por você ter mostrado um novo
caminho... (tudo isso é suposição de sonhador).
Mas o mais importante é a
adrenalina que ficará reinando, enquanto você espera o resultado da sua
“ousadia”. Eu falo “ousadia” porque, quem escreve “cheio de pompa”, cheio de
conhecimento e senhor de si, só espera colher louros com sua escrita. Quando
ele mostrar o “currículo”, ninguém se atreverá a dizer que ele é feio. Se o
cara for doutor, professor, pós isso, pós aquilo (só tem pós, nenhum pré), acadêmico,
neurastênico... Todo mundo só terá boas falas. Quem se atreverá atacar o Doutor
sabe tudo? Os outros Doutores serão os primeiros a acobertarem qualquer
“falha”. Estou fugindo do meu objetivo, voltemos:
Lembre-se que você estará expondo sua
maneira de pensar, de ver, de sentir a vida e as coisas. Então não espere que
todos que lerem seu texto, vá pensar como você. Explique o que precisar ser
explicado, aceite o que precisar ser aceito, mas não compre briga. Ninguém
chuta cachorro morto. Se chutarem você, é porque você está vivo. Então tente
ficar mais vivo ainda. Procure escrever o mais correto que puder, para não
começar uma “escola” de escrever errado (Já basta a internet). No mais, é
acreditar no que você faz, e tocar em frente. Se não fosse com a ousadia,
Oswald de Andrade não teria modificado a forma de escrever poesia.
A.J.
Cardiais
08.11.2011
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