.....................................................................Escritor clandestino é quem navega neste mar literário
...................................................................................sem se preocupar com o itinerário.

.......................................................................................A.J. Cardiais

Mau Conselho

imagem: google

Escrever algo e postar é como montar um telhado de vidro. Você tem que estar preparado para receber de tudo: tanto a luz do sol e da lua, como as pedradas e as tempestades. Afinal você estará expondo seu pensamento, sua vontade, sua verdade, sua mentira... Sei lá. Você estará se expondo. E para se expor, até mesmo para quem gosta de chamar atenção, precisa ter “argumento”. Principalmente se for escrevendo. Vai ter gente dizendo que você deveria ter feito assim e assado, que você deveria ter usado isso e aquilo... Vai ter gente criticando sua linguagem, vai ter gente apontando suas falhas... Mas também tem o seu lado bom: além de você “descarregar” seu sentimento, pode ter alguém elogiando sua maneira de escrever, pode ter alguém elogiando sua coragem de se aventurar a escrever sem ser nenhum “acadêmico”, pode ter alguém lhe agradecendo por você ter mostrado um novo caminho... (tudo isso é suposição de sonhador).
Mas o mais importante é a adrenalina que ficará reinando, enquanto você espera o resultado da sua “ousadia”. Eu falo “ousadia” porque, quem escreve “cheio de pompa”, cheio de conhecimento e senhor de si, só espera colher louros com sua escrita. Quando ele mostrar o “currículo”, ninguém se atreverá a dizer que ele é feio. Se o cara for doutor, professor, pós isso, pós aquilo (só tem pós, nenhum pré), acadêmico, neurastênico... Todo mundo só terá boas falas. Quem se atreverá atacar o Doutor sabe tudo? Os outros Doutores serão os primeiros a acobertarem qualquer “falha”. Estou fugindo do meu objetivo, voltemos:

Lembre-se que você estará expondo sua maneira de pensar, de ver, de sentir a vida e as coisas. Então não espere que todos que lerem seu texto, vá pensar como você. Explique o que precisar ser explicado, aceite o que precisar ser aceito, mas não compre briga. Ninguém chuta cachorro morto. Se chutarem você, é porque você está vivo. Então tente ficar mais vivo ainda. Procure escrever o mais correto que puder, para não começar uma “escola” de escrever errado (Já basta a internet). No mais, é acreditar no que você faz, e tocar em frente. Se não fosse com a ousadia, Oswald de Andrade não teria modificado a forma de escrever poesia.

A.J. Cardiais
08.11.2011